O Eu e o Nós...Reflexões em tempos de Pandemia
- Hugo Allan Matos
- 22 de mar. de 2020
- 2 min de leitura
Atualizado: 28 de mar. de 2020
Olá entre em minha página, curta, compartilhe, caso gostar do conteúdo. Iniciei uma série bacana olha lá:
O quanto reforçar às identidades individuais fortalece ainda mais o modelo de sociedade atual? Quanto muitos movimentos sociais atuais têm contribuído com isso: o reforço dos mecanismos de opressão, como se fossem de libertação!?
É necessário o Fim do Eu com sua liberdade individualista que nunca existiu, mas que acreditamos nisso enquanto sociedade e agora amargamos as consequências dessa crença em entidades metafísicas, impossíveis de manifestar-se no mundo da vida, EU, Indivíduo, Liberdade, mão invisível do mercado, meritocracia...Tens os vistos por aí? Eu não.
Ilusão: acharam que permitiriam que indígenas, negr@s, Mulheres, LGBT+, acharam que pobres, que o povo poderia afirmar-se como divers@s, como outros modos de ser. Ainda não perceberam que este modelo de sociedade foi fundado e só se mantém, sod a égide do Mesmo: o que é, é, o que não é, não É. Desde a mitologia grega, passando pelo Império Romano, a Cristandade medieval e acentuando-se muito na modernidade, nosso período, a imposição do Mesmo sob o Outro, o encobrimento, violência, aniquilação do outro, são as condições para que exista o EU.
Este Eu tornou-se a manutenção deste modelo de sociedade(que nesse momento rasteja...). Alienação de si mesm@, violência a si, encobrimento do que mais nos faz ser humanos: as relações de alteridade. É nestas relações que podemos humanizar-nos, compreendendo que enquanto EU, sou só um animal, feliz, que posso ter minhas necessidades satisfeitas. Mas para que haja humanidade, isso não é suficiente.
O Ventre materno, o bico do peito, o carinho fraterno, o amor de mãe...convidam o Eu, um animal como outro a transcender-se a si, numa aventura incontrolável, indeterminada, desconhecida, fluída, que vai levando a cada um/a à inscrição de uma história, qual vamos, no decorrer do tempo aprendendo o que somos...sem nunca sabermos.
O amor de mãe é a extensão do amor da comunidade a esta pequena criatura. A abstração do EU impede a percepção de que tod@s somos um NÓS. Não existe EU...continua...
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