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Jesus de Nazaré e a abertura das olimpíadas de 2024

A referência da abertura das olimpíadas foi este quadro, "Festa dos Deuses" de Jan van Bijlert:



Para bem compreender o contexto e a utilização da referência, resolvi escrever este breve histórico que pode ajudar a contextualizar:


O nome Olimpíadas vêm do templo à deusa Olimpia, da mitologia grega. Decidiu-se cultivar a boa forma dos atletas. Leia-se aqui forma, como conexão com a essência divina, já que para os gregos, o Bom, o Belo e o Verdadeiro representam os valores divinos e nunca se separam.


O Império Romano, ao se converter e criar a Igreja da Cristandade (que não é o cristianismo evangélico, semita, para entender a diferença clique aqui), invadiu à Grécia e acabou com os jogos olímpicos, com Teodosio I, que em 390 d.C, mandou matar cerca 10 mil gregos, em nome da cristandade, contra os jogos olímpicos.

Aproveitando o antigo Édito de Milão, promulgou o Édito de Tessalônica:

Assim, a única religião permitida e oficial do Império passa a ser a cristandade, o imperador é o chefe maior da Igreja (cesaropapismo) e funcionários públicos sacerdotes. Muitos dos cristãos da época se opuseram, sendo o bispo Ambrósio, o mais conhecido, tendo voltado atrás da excomunhão que impôs à Teodósio. Ou seja, o contexto foi de muita tirania e opressão e tanto os Jogos Olímpicos, como o que eles celebravam, foram extirpados culturalmente, já que as olimpíadas eram consideradas uma festa pagã, em homenagem a Zeus. Daí os vencedores receberem uma coroa de louro.

Somente no séc. XIX, com o Congresso Olímpico de 1894, que surge uma retomada dos Jogos Olímpicos, em Atenas, 1896 e depois Paris, em 1900.


Em junho de 1894, apoiado pelo americano William Sloane e pelo inglês Charles Herbert, e na presença de representantes de 15 países, Coubertin fundou em Sorbonne, na França, o órgão precursor do Comitê Olímpico Internacional. Até hoje, esse organismo controla todo o mundo olímpico (...) Coubertin planejava a primeira edição dos Jogos para 1900, em Paris, durante a Exposição Mundial, mas o príncipe Constantino da Grécia ficou tão empolgado com a ideia de recomeçar a competição no mesmo país onde ela havia terminado 16 séculos antes, que conseguiu organizá-los em dois anos. Em 6 de abril de 1896, então, foram inaugurados os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna. (fonte: https://www.dw.com/pt-br/1896-primeiros-jogos-olímpicos-da-era-moderna/a-490534)

(Fonte: ibidem)


A segunda edição, em 1900, para frustração de todos, foi muito mal organizado e o comitê olímpico teve pouca participação na organização. Por diversos motivos políticos e especialmente falta de interessem em geral das pessoas, fez com que o acontecimento fosse um fiasco. Para tentar mudar isso, a França criou os jogos olímpicos de inverno, o que auxiliou para que a próxima edição "oficial" das olimpíadas (de verão) 1924 fosse muito melhor, para a glória de Pierre Coubertin:


É assim, que pela terceira vez apenas, na História das Olimpíadas na modernidade, que a França sedia os jogos olímpicos em 2024. Esta retomada foi celebrada como uma retomada da alegria, da festa, por isso, a obra de arte "Festa dos Deuses", inspiração para a olimpíada de 2024 de Paris, é a celebração da vinda do deus Baco (Dionísio), como chegada da alegria, da festividade. E faz todo o sentido, se consideramos este histórico de um francês ser o responsável pela retomada das Olímpiadas, mas só terem sediado 3 edições e a primeira totalmente fracassada.

Quase que 2024 foi uma tentativa de resgatar os ideais iniciais de Coubertin. Especialmente no contexto mundial atual de guerras, novos totalitarismos, ascensão de novas formas de impérios, dominação de povos e extermínios e sobreposição de uma política da guerra, no contexto mundial, resgatar os valores greco-romanos do Belo, do Bom e principalmente do Verdadeiro, têm um sentido fundamental não só para os jogos olímpicos, como para o contexto mundial atual.

Se me perguntar se eu gostei da abertura em si, não gostei. Mas, gosto é gosto.

Agora, ficar com esse falatório de querer atribuir um ataque ao cristianismo, só para fortalecer suas bases de cristandade (uma cristandade tão perigosa como a de Teodósio, que hoje chamo de cristandade neoliberal, que não têm relação com o cristianismo semita, bíblico), se aproveitando da ignorância generalizada e regando mais ódio e discórdia, só dá mais razão para a necessidade de celebração da alegria e amor, entre todos.

Não tenho dúvida de que Jesus de Nazaré, o semita, e não o Cristo pintado pelo Império, festejaria muito mais a abertura das olimpíadas, que celebra o amor e a alegria, que o vergonhoso discurso mentiroso e odioso de parte daqueles que hoje se intitulam como cristãos e trazem o ódio e a morte.

 
 
 

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